Técnicas para estudar História

1) Faça resumos inteligentes: quando estudar um determinado tema (Revolução Francesa, Feudalismo, Renascimento, etc), focalize sua atenção nas causas e conseqüências de cada evento histórico. Quem lucrou? Quem perdeu? Como foi o processo, quais foram as ocorrências historicamente relevantes e que podem ser exploradas no vestibular?

2) Siga o dinheiro: ao longo dos tempos, sempre houve um pequeno grupo social que predominava e quase sempre se dava bem. Mas, não raro, a bonança durava no máximo alguns séculos; depois surgia uma nova classe social que ascendia e tomava o poder, por bem ou por mal. Algumas vezes, essa transição era relativamente lenta, tranqüila e negociada; em outras, foi violenta, gerou revoluções traumáticas e sanguinárias.

Para verdadeiramente entender os processos históricos, siga o dinheiro. Analise quem eram os detentores do poder econômico, pois os fenômenos políticos, militares e sociais geralmente escondem fortes interesses monetários. Uma classe com poder econômico raramente admitia ficar de fora das altas esferas políticas e sociais. Mais cedo ou mais tarde, os detentores do dinheiro acabavam por tomar o poder ou por influenciá-lo fortemente.

3) Pense o pior dos chamados "vultos históricos", pois aí você terá um quadro realista do que aconteceu numa determinada época. A natureza básica do ser humana é essecialmente mesquinha e egoísta. Raras foram as manifestações de altruísmo e humanidade, infelizmente.

Os eventos "ganha-perde" foram muito mais numerosos do que os "ganha-ganha". A predação e o parasitismo predominaram sobre a cooperação e a competição leal. Nossas vidas devem ser norteadas pelo sagrado princípio do "ganha-ganha", mas infelizmente sempre existiram e existirão predadores, parasitas e criminosos em geral a esgarçar o tecido social.

Você notará, em seus estudos, que muitos buscaram prestígio, fama, grana, poder, etc, de modo maquiavélico, brutal e até mesmo doentio, esquecendo-se de priorizar o que realmente importa: a própria saúde e uma vida digna, ética, correta.

Um exemplo clássico dessa miopia é o do frio e cruel Stálin, que perseguiu e mandou eliminar milhões de pessoas inocentes. Tornou-se tão odiado e temido que, em 1953, ficou sofrendo durante dias como um cachorro, sem qualquer assistência médica, até finalmente falecer. Será que, em seu desvario e egoísmo, ele achava que era imortal, que nunca ficaria doente?

Outro triste exemplo é o de Alexandre, o Grande, que não era tão grande assim. Belicoso e autoritário, preferia guerrear/conquistar a negociar a paz. Aparentemente, gostava de lutar, talvez gostasse da adrenalina dos campos de batalha... O fato é que ficou guerreando durante doze longos anos até que foi quase mortalmente ferido no vale do rio Indo quando tentou conquistar a Índia, sem sucesso.

Morreu jovem, com apenas trinta e três anos de idade. Hábil estrategista militar, era, contudo, imaturo em diversos aspectos, principalmente na política. Falhou na consolidação não-violenta de suas conquistas. Nem sempre soube negociar e descuidou do mais importante: sua própria existência. Consta que um de seus generais, velho e experiente, proferiu o seguinte em seu discurso póstumo: "Pobre Alexandre! Ganhaste um vasto e rico império, mas perdeste a maior das conquistas: sua própria vida..."

4 comentários:

  1. Maria do P. Socorro A. Veras2 de fevereiro de 2013 16:50

    Dicas relevantes e uma ótima reflexão para a vida

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  2. Todos teus textos são muito bons! Eu como profe achei maravilhoso! Parabéns!

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  3. Muiiiiito bom, estás de parabéns!

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  4. Ótima escrita! Seus textos têm, além de tema aprofundado e claro, reflexões em alegoria, aspecto parabenizado por quem entende de redação.
    Devo acrescentar que seu blog me ajudou bastante nos estudos.
    Você tem ou já tentou ter profissão ligada à escrita? Seria um ramo promissório.

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